Mostrar mensagens com a etiqueta Horta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Horta. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Inhames



O Inhame é um tubérculo parecido com a batata doce e muito comum nos Açores. Durante muitos anos fez parte da dieta básica do povo das ilhas, principalmente nas zonas rurais.
Dá-se muito bem em zonas húmidas, pelo que muitas vezes é cultivado ao pé de ribeiras. É colhido entre Dezembro e Março e normalmente ao fim de um ou dois anos.
A sua planta é rustica, perene e de folhas largas dando também uma graça decorativa ao jardim. O tamanho do tubérculo é muito variável e a sua pele é áspera e difícil de descascar. Os mais pequenos são chamados por aqui de "minhotos", mas não me perguntem porquê pois nunca ninguém me soube dizer. A cor da polpa varia entre tons esbranquiçados, amarelados e rosados.



Nos Açores o inhame é muito utilizado para acompanhar pratos de carne de porco, nomeadamente torresmos, morcelas e linguiças. Há também quem o use em sopas como substituição da batata e para acompanhar peixe frito.
Este tubérculo é uma grande fonte de energia pois é rico em hidratos de carbono e pobre em gorduras e muito rico em vitaminas e sais minerais. 




A casca do inhame é um pouco irritativa para as mãos pelo que se aconselha o uso de luvas. Há quem os coza com a casca, para isso tem que os raspar e lavar bem para retirar toda a terra que sempre trazem. Eu costumo usar os mais pequenos e prefiro descasca-los antes de os levar a cozer. Consoante o tamanho dos inhames e a forma com se partem levam em média cerca de 20 minutos a cozer na panela de pressão. Depois de estarem cozidos podem ser fritos, salteados ou até transformados em puré. Há também quem os use para fazer doces e sobremesas mas eu nunca experimentei.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Bora lá comer Goiabas!



A goiaba é um fruto pouco calórico e bastante rico em fibras e vitaminas. Diz-se até ter mais vitamina C do que a laranja e o limão. A minha goiabeira já está a dar frutos, mas esta temporada em menor quantidade que o habitual e os frutos são um pouco mais pequenos. No entanto, o sabor está lá e as vitaminas também. Deve ser devido às mudanças climatéricas... sim porque já lá vai o tempo em que os Invernos por estas bandas eram amenos!

Com as festas e os afazeres que lhes estão associados, as visitas que recebemos e fazemos e o tempo invernoso a não ajudar, tem ido pouco ao quintal. Quem fica a ganhar são os pássaros que vão comendo as melhores goiabas... Eu não me importo de dividir com eles, mas este ano como são menos se não me cuido mal as provo. E é uma pena porque as goiabas nesta altura do ano são excelentes para ajudarem à dieta e a limpar o organismo dos excessos natalícios. Para além de serem pouco calóricas, têm fama de reduzir a absorção das gorduras e o colesterol.






Bora lá comer Goiabas!!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Limão galego ou limão cravo?





Há uns anos atrás, quando me mudei para a minha actual casa, fiquei muito feliz com o quintalzinho que ela tem. Entre bananeiras, uma goiabeira e outras, tem um limoeiro de limão galego (que até à data eu desconhecia) e cujo fruto é muito versátil. Por cá, Açores, é este o nome que lhe dão mas nas minhas pesquisas cheguei à conclusão que, em outros locais, é chamado de limão cravo. Limão galego ou limão cravo? Não sei, mas vou continuar a trata-lo como sempre…galego.

O limão galego é uma variante do limão comum e pensa-se que terá a sua origem num enxerto entre um limoeiro comum e uma tangerineira. O fruto é parecido à tangerina, tanto na casca como na polpa alaranjada. O seu sabor é algo entre o limão e a lima, menos ácido e com o travo a laranja. Por este motivo há quem o substitua (quando não o consegue encontrar) por metade de limão, metade de lima e um pouco de laranja.

As características nutricionais e os benefícios para a saúde são idênticos às restantes espécies de limões. Ricos em vitamina C são excelentes para temperos, para acompanhar pratos de peixe e para substituir o vinagre nas saladas.




domingo, 15 de dezembro de 2013

Erva-do-caril



Fiquei encantada a primeira vez que senti o cheiro desta erva pelo facto de ser incrível a sua semelhança com o aroma do caril em pó que todos conhecemos. Tendo em conta que o caril não é uma erva, mas sim uma mistura de imensas especiarias (coentros, açafrão, pimenta, gengibre, cardamomo, canela, cominhos, pimenta-de-caiena, etc.) não deixa de ser curioso… Bem, depois de a conhecer não descansei enquanto não arranjei um pezinho para a minha horta. E tenho a dizer-vos que se está a dar muito bem!




Embora não dê para fazer aqueles belos pratos indianos de cor forte e apetecível, dá para adicionar a alguns pratos nomeadamente de arroz e a saladas dando-lhes um aroma não muito intenso a caril. Utilizam-se as folhas e as flores de preferência frescas, uma vez que quando secas perdem um pouco do seu aroma. Pelo que pesquisei, também é usado com fins medicinais e para cosméticos mas eu limito-me a usa-la na cozinha.